terça-feira, 4 de novembro de 2008

golpe de 64 e o período de trevas da história do Brasil.


No próximo dia 1º (abril), o Brasil lembrará os 44 anos do golpe militar que submeteu o país a um dos períodos mais sombrios de sua história.
Nunca, talvez, o país tenha sofrido um atentado tão grande, violento e contundente às liberdades civis quanto nos vinte anos que revesaram-se no poder a pior estirpe de ditadores - aqueles sem ideais e mariontes de forças externas - que domiram o país de 64 a 1985.

A ditadura militar no Brasil deixou um saldo de mais de três mil pessoas desaparecidas e milhares de sequelados pelas torturas operadas nos subterrâneos do DOI-CODE. O golpe durou duas longas décadas, com direito a mais cinco anos de extensão sob o comando civil de José Sarney, que teve a vida política durante o regime ditatorial pautada pela simpatia aos militares.
Os generais que chegaram ao poder na calada da noite do dia 31 de março para 1º de abril de 1964, interromperam um projeto de governo comandado por João Goulart que prometia mudanças mais que almejadas pela sociedade brasileira de então.
O basta ao entreguismo estava decretado e a tão esperada (até os dias de hoje) reforma agrária caminhava em rumos e direções bem definidos. A despeito do populismo, Jango fazia de fato um governo pró-povo, o que metia medo e ameaçava a elite ultra-convervadora da época. Apoiados pelo contarolar das carolas, incentivadas pela ala podre da Igreja, financiados e organizados pela CIA, os carrascos da história triste do Brasil chegaram ao poder armados até os dentes, mas sem necessidade de muitos disparos. Os chumbos foram economizados para os anos seguintes. E haja chumbo...

O pretexto foi o mesmo que ajudou os EUA a implantar governos a seu serviço em quase todos os paises da América Latina: o comunismo que avançava da ásia em direção à terras que só eles queriam dominar. E onde quer que pretenderam meter o dedo, encontraram vassalhos dispostos a colaborar.

Os vinte anos de ditadura no Brasil caracterizaram-se por total supressão de liberdade da populção, perseguições políticas e censura aos meios de comunicação. O país foi governado por decretos e o congresso servia apenas de detalhe decorativo. Com Costa e Silva, a partir de 1967, configurou-se o "golpe dentro do golpe", sobretudo com a promulgação do AI 5 em 13 de dezembro de 1968, medida mais dura do regime que visava silenciar de todo as vozes que denunciavam as arbitrariedades dos bandoleiros fardados, então comandantes supremos da nação.

A virulência do AI-5 determinava entre outras infâmias, que:
¬ O Congresso seria fechado por tempo indeterminado;¬ O governo poderia legislar por decretos;¬ Ficaria proibido qualquer reunião pública;¬ Seriam suspensos habeas corpus para "crimes políticos".
Além de que, trazia em seu bojo também a cassação dos direitos políticos de centenas de pessoas.
A ditadura no Brasil teve vida longa, perdurou por tanto tempo quanto necessário para deixar a nação debilitada e impotente para transformações. As sequelas estão vivas, ainda que em menor intensidade, mas vivas, até os dias de hoje. E não poderão jamais serem esquecidas.
Relembrar o passado e conhecer a história, é o motor de combustão para mudanças!
Ditadura nunca mais! Tortura nunca mais! Saúde e anarquia para todos!

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