terça-feira, 4 de novembro de 2008

Apresentação
No dia 25 de outubro de 1975, morreu o jornalista Vladimir Herzog, assassinado, sob tortura, nas dependências do DOI-CODI em São Paulo. Nesta página, a Fundação Perseu Abramo quer prestar sua homenagem a Vlado, evocando as várias facetas desse homem íntegro, fiel às suas convicções, do jornalista competente e responsável, do homem apaixonado por todas as manifestações culturais, do amigo leal, cuja falta todos nós, que com ele convivemos, continuamos a deplorar.

A par disso, nossa intenção é também rememorar a reação que se sucedeu: a indignação que uniu, primeiro a categoria dos jornalistas, e, logo a seguir, os vários segmentos da população numa onda crescente de revolta que teve como conseqüência a denúncia pública, no Brasil e no Exterior, da arbitrariedade do regime militar, abalando de forma decisiva a estabilidade do governo ditatorial.Para contar essa história foram utilizados:


1. Depoimentos de pessoas que tiveram participação nos acontecimentos;2. Registros jornalísticos da época.


A maioria dos depoimentos foi feita especialmente para esta página, outros foram extraídos de relatos já publicados em jornais, revistas ou livros.


Quanto ao material jornalístico, optamos por oferecer a edição completa do número especial do jornal Unidade (nov/75), dedicado inteiramente ao “caso Herzog” e que nos foi cedido gentilmente pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo.
Queremos acentuar a importância, entre outros, do manifesto “Em nome da verdade" (Unidade nº6), assinado por 1004 jornalistas de todo o país, em que pela primeira vez naquele período de repressão, uma categoria profissional ousou contestar publicamente a versão oficial de suicídio que as autoridades queriam impor para explicar a morte de Vlado.
A repercussão nacional e internacional do manifesto foi imensa, intensificando significativamente o processo de resistência ao governo ditatorial brasileiro.

Zilah Abramo25/10/2000

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