domingo, 22 de março de 2009

POR QUÊ JOSÉ SERRA ANDA PELO BRASIL

Eu tenho viajado pelo Brasil é com a intenção de ficar mais conhecido do eleitor, que a primeira vista pode me estranhar. Além de andarem dizendo que sou chato, feio, resmungão e de assustar as crianças e os Emos no horário eleitoral, também dizem que sou conhecido por Ferra, Cérebro, Vampiro Anêmico, Mr. Burns, Hannibal Lecter, Tutankhamon, Dr. Silvana, Dr. Evil, Lex Luthor ou mesmo pelo meu mais famoso slogan "Finge que funciona!", sou o único ser deste planeta que se acha capaz de enfrentar a Hebe Camargo de TPM. Como todo bom tucano, eu gosto de pular de galho em galho. A cada dois anos eu me candidato a um cargo diferente, que vai de síndico de São Paulo a Concurso Mundial da Feiúra.

Todos sabem: Por debaixo dos panos, somos nós,juntamente com o PSDB quem governam o Brasil, há mais de quatro séculos. Quem nos revelou esta verdade foi um notório caçador de vampiros, conhecido como Lula, em um de seus discursos.

Em 2006, após uma intensa batalha tive que aceitar que o Picolé de Chuchu concorresse a presidência, mas como odiava o cargo que para ele era algo de michê larguei a prefeitura de São Paulo para tentar ser o Vampiro-Mor do Governo do Estado.

Ministro das Doenças do Governo larápio de Fernando Henrique Cardoso, também conhecido por boca-de-suvaco, fui o criador da epidemia de dengue e da máfia dos vampiros, dos quais ele era (e sempre foi) o Chefe.

Depois fui imperador da cidade de São Paulo, onde fiz a simpática medida de colocar cacos de vidro, cinzas, e urânio enriquecido nos viadutos, para que lá os mendigos não dormissem.


Mais recentemente, resolvi dar um chute no cu de Alckmin e lançar Kassab, a mulher do Rodrigo Garcia, e seu suspeito amante para reeleição à prefeitura de SP.

Os paulistanos membros da nobreza feudal adoraram, devido ao forte apoio dos seus amigos jornalistas, como o já falecido da Folha de S. Paulo, sr. Octavio Frias de Oliveira. Além disso, para que os estudantes da USP melhorassem o seu condicionamento físico, decidi tirar de circulação algumas das linhas de ônibus que passavam pela Cidade Universitária - mesmo porque eu não ando de ônibus, mas de carro oficial. "Mordomia é bom e nóis gosta." Também demonstro (MONSTRO, EU?) interesse com o condicionamento físico da Gentalha classe assalariada ao retirar e alterar várias linhas de ônibus que iam pro Centro e sabotar, atrasar ainsa mais as obras da Linha Amarela do metrô, para terminar próximo a ELEIÇÃO DE 2010, onde vou SAIR VITORIOSO, queira o AÉCIO NEVER, ou NÃO!

Outra grande ideia minha, foi o corte de custos e gastos do funcionarismo público que, graças a ele (o corte) passou do paraíso para um inferno. Eu cortei salários, reduzi as férias-prêmios e impedi que fossem acumuladas, bem como que se pedissem as férias-prêmio em dinheiro, eliminei a aposentadoria proporcional, institui os 35 anos de serviço obrigatório para a aposentadoria...enfim, tudo pra não precisar abrir concurso público(aliás, faz mais de 20 anos que não temos concurso público em SÃO PAULO) e não precisar pagar salário a mais. graças a essas medidas agora é comum você ver um setor de 2 pessoas fazendo o serviço de 30.
A Polícia Civil SABE MUITO BEM DISSO!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

VIVA AS ALGEMAS!


Algemas: para qualquer um sim!
12/11/2008 09:36

. O ex-presidente de Taiwan Chen Shui-bian foi preso por corrupção e devidamente algemado.
. Usou até as algemas para fazer um gesto de protesto.
. No mundo civilizado os presos são algemados.
. No Brasil, graças ao Supremo e ao Ministro Marco Aurélio de Mello prevaleceu a Jurisprudência Toron: algema é para “preto, pobre e p...”

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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Militante do MOVIMENTO DE LIBERTAÇÃO POPULAR (MOLIPO)

Frederico Eduardo Mayr


Nasceu em Timbó, Santa Catarina, em 29 de outubro de 1948, filho de Carlos Henrique Mayr e Gertrud Mayr.

Foi baleado e preso pelos agentes do DOI/CODI-SP no dia 23 de fevereiro de 1972, na avenida Paulista, em São Paulo.Levado às câmaras de tortura do DOI/CODI, apesar de ferido com um tiro no abdômen.

Frederico foi visto pelos outros presos recolhidos àquele órgão de repressão política, sendo torturado na chamada “cadeira de dragão”.Vários companheiros, estiveram com ele antes de ser morto pelos torturadores.

Entre os quais, José Carlos Gianini, que afirma não haver possibilidades de Frederico ter travado tiroteio com os policiais, nem mesmo se tivesse conseguido fugir, pois estava muito debilitado devido ao ferimento a bala e às torturas.

Segundo os depoimentos desses presos, foi torturado até a morte pelos integrantes da Equipe “C” do DOI/CODI paulista, investigador de Polícia Federal “Oberdan”, investigador de polícia do DEOPS lotado no DOI/CODI Aderval Monteiro, vulgo “Carioca”, escrivão de polícia Gaeta, vulgo “Mangabeira” e um policial conhecido como “Caio”, da Polícia Civil de São Paulo, todos comandados pessoalmente pelo hoje general da reserva Carlos Alberto Brilhante Ustra, chefe do DOI-CODI e pelo vice-chefe, Tenente-Coronel Dalmo Lúcio Muniz Cirillo.No processo n° 100/72 da 2ª Auditoria Militar de São Paulo, vários presos políticos denunciaram a prisão e morte de Frederico, pois o estavam processando como revel, quando o Juiz Nelson Machado Guimarães fez excluir seu nome, extinguindo sua punibilidade por morte, só reconhecida naquele momento. As várias denúncias feitas nunca foram registradas devido à negativa do referido juiz.

Enterrado sob nome falso no Cemitério Dom Bosco, em Perús/SP, seus restos mortais estavam na Vala de Perus. A ossada de n° 246 era de Frederico, sendo identificada, em 1992, no Departamento de Medicina Legal da UNICAMP. Seus restos mortais foram trasladados para o jazigo da família, no Rio de Janeiro, em 13 de julho de 1992.Todos documentos policiais têm seu nome verdadeiro e na ficha individual (documento do DOPS/SP 30Z-165-124), além do nome verdadeiro, dados de qualificação, ficha datiloscópica e fotos de frente e de perfil, há também os nomes falsos. Portanto, Frederico foi identificado pelos órgãos da repressão.
No DOPS/SP foi encontrada ficha individual , feita no dia 24 de fevereiro de 1972, pelo Serviço de Identificação do Exército com fotos de Frederico ainda vivo, catalogada no DOI sob o n° 1112 e que dá como local da prisão a avenida Paulista e data de 23 de fevereiro de 1972. No entanto, sua certidão de óbito foi lavrada em nome de Eugênio Magalhães Sardinha e enterrado como indigente no Cemitério de Perús/SP.Assinaram o laudo da necrópsia os médicos legistas Isaac Abramovitch e Walter Sayeg.Um documento encontrado no arquivo do antigo Dops/SP, conta a mesma história afirmada pelo IML.

O que impressiona na versão oficial são os detalhes do inacreditável tiroteio, onde ele teria morrido. Diz o documento, que os guerrilheiros, a bordo de um fusca “começaram a atirar contra os policiais sem serem provocados”. No combate que aconteceu, só Frederico caiu morto e os demais ocupantes do veículo não foram mais citados, nem como presos, nem como foragidos.

Dona Gertrud, sua mãe, dá o seguinte depoimento:“O segundo de meus três filhos, Frederico foi educado com muito amor dentro dos mesmos princípios que eu recebi de meus pais. Em meio aos valores encontrados em Timbó, área de colonização européia, lugar onde eu nasci e fui criada, Frederico cedo aprendeu que todos os homens são iguais e têm o seu valor próprio independente de seu trabalho. Ainda criança, veio para o Rio de Janeiro. Viemos todos. Seu pai, Carlos Henrique Mayr é médico e estabelecido com sucesso na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Convivendo no meio agitado do Rio, Frederico manteve o ensinamento de como a liberdade de um limita a liberdade do próximo, esforço que fiz para prepará-lo a viver harmoniosamente na coletividade. Sempre atento às necessidades dos outros e generoso, demonstrava grande sensibilidade, qualidades próprias que, combinadas com a formação que Ihe dei, o levaram a se preocupar com o próximo. Cursou o primário na escola municipal Dr. Cócio Barcellos, uma escola da rede pública em Copacabana, próxima de nossa casa, ensino igual para todos, princípio que achávamos importante em sua educação. Fez seu curso ginasial e científico no Colégio Mallet Soares, também em Copacabana. Ingressou na Faculdade aos dezoito anos de idade.

Foi um escoteiro exemplar, dos sete aos dezesseis, na Tropa Baden Powell. Gostava muito da vida em contato com a natureza, dos acampamentos. Praticou a pesca submarina na adolescência. Era namorador e queria ser arquiteto.Cursava o segundo ano da Faculdade de Arquitetura da UFRJ e se dedicava às artes plásticas, quando foi forçado, pelas circunstâncias, a sair de casa para viver na clandestinidade. Tinha um futuro promissor pela frente, tanto na arquitetura como nas artes. Seu desempenho foi elogiado tanto por seus professores na faculdade, e entre eles Ubi Bava, como por artistas plásticos com quem se relacionava, Ilio Burrini e Ivan Serpa, os mais próximos. Serpa foi o primeiro que lhe ensinou os segredos das tintas e dos pincéis e como dividir o espaço nas telas. Participou coletivamente de sua primeira exposição apresentando dois trabalhos aos quinze anos.

Frederico não foi o filho que eu perdi, mas o meu filho que todos nós perdemos. Quando existe um nascimento, sabemos que vai existir a morte. Mas o que aconteceu comigo, com a minha família e outras em situação semelhante, não segue a lei natural.O que se passou conosco foi uma afronta à dignidade humana. Frederico Eduardo, julgado e absolvido, no Conselho Permanente de Justiça, em 21 de setembro de 1972, inocência confirmada no STM em 15 de fevereiro de 1974, já não era vivo. Baleado, preso e torturado por agentes do DOI/CODI de São Paulo, Frederico Eduardo havia morrido em 22 de fevereiro de 1972, fato que só vim a saber muitos anos depois.

Em outro depoimento sua mãe conta:“Em 1969, em um dos primeiros processos nas Auditorias Militares do Rio de Janeiro, meu filho viu-se envolvido em uma ação penal que tinha como co-réus os cidadãos Jorge Raymundo Jr., Carlos Fayal, Carlos Alberto Nolasco e outros, sendo Frederico condenado à revelia à pena de três anos. Essa condenação motivou protesto de Jorge Raymundo em plena sessão de julgamento, quando, aos gritos, disse que Frederico era inocente.A partir dessa condenação, meu filho entrou para a clandestinidade. A família recebeu um bilhete dele pedindo para trancar matrícula na Faculdade. Não recebemos mais informações dele.No final de 1972, em uma outra ação penal na Justiça Militar do Rio de Janeiro, foi juntado por um advogado um recorte de jornal que noticiava a morte de Flávio Carvalho Molina. Embora essa notícia não mencionasse Frederico, a família pediu ao advogado Mário Mendonça que fosse a São Paulo para obter informações.

O advogado voltou dizendo que nada constava em São Paulo segundo as informações que recebera das autoridades sobre uma eventual prisão ou morte de Frederico. Foi neste momento que Nelson Lott me perguntou se Frederico ainda estava vivo. A partir desse instante tomei consciência de que meu filho pudesse ter sido preso e eventualmente morto.Foi somente em 1979, quando da promulgação da Lei de Anistia, que vimos o nome de meu filho ser publicado em listas dos Comitês Brasileiros pela Anistia, ora como morto, ora como desaparecido.

Membros do CBA/SP procuraram familiares meus no Rio de Janeiro com cópias de documentos do processo, onde as autoridades judiciárias extinguiam sua punibilidade por ter sido morto por órgãos de segurança e enterrado no Cemitério de Perus sob o falso nome de Eugênio Magalhães Sardinha. Na justiça foi feita retificação do assentamento de óbito, substituindo os dados falsos pelos verdadeiros. Após ter sido encontrado enterrado em Perus, sob o nome falso de Nelson Bueno, o perseguido político Luis Eurico Tejera Lisboa (o primeiro desaparecido político encontrado), em 1979, fui ao Cemitério de Perus para buscar informarções sobre meu filho e naquele registro não constava o nome de Frederico nem se encontrou anotações com o sobrenome Sardinha.

Apesar da informação da morte constar em processo na Justiça Militar, meu filho continuou a responder a outras ações penais em outras auditorias militares.”

FIQUE SABENDO

Um dia na vida da Folha de S. Paulo
Escrito por Bernardo Kucinski - Agência Carta Maior



De como um dos maiores diários do país vem se especializando em inverter o sentido dos fatos. O jornal torce os fatos porque está torcendo pelos mesmos, em vez de tentar retratá-los com a maior precisão e contextualização possível.

O dia é quinta, 30 de Outubro de 2008. Mas podia ser qualquer outro. Nessa quinta, o desprezo da Folha pelos seus leitores superou-se com a reportagem “Luz para Todos não cumpre a meta de dois milhões". Minha mulher, que já vinha se aborrecendo com a Folha, fechou as páginas, irritada: “Esse jornal pensa que somos idiotas”. Começa pela foto que encima a história, uma cena de escuridão no Congresso Nacional, que não tem nada nadinha a ver com o programa Luz para Todos. Depois vem o título, enorme, em quatro colunas, numa página nobre do jornal, chamando de fracassado um programa que os números da reportagem revelam estar sendo um dos maiores sucessos do governo Lula.

O Luz para Todos atingiu até a semana anterior à publicação da matéria, nada menos que 1, 744 milhão de famílias. São famílias, por definição, localizadas em regiões remotas, pequenos vilarejos que as concessionárias não serviam por não ser econômico. Mesmo se ficasse só nisso, já seria um feito excepcional. Não só pelo número absoluto de famílias e comunidades beneficiadas, mas também pelo fato de quase 90% da meta ter sido alcançada - meta essa que já era bastante ambiciosa. Foi tão forte o desejo de narrar um fracasso que o repórter excluiu do seu argumento sobre o não cumprimento da meta deste ano o fato relevante de que o ano ainda não terminou. Só lá em baixo, no pé da reportagem, separadas propositalmente do argumento principal da narrativa, está a informação de que já há mais R$ 13 bilhões em contratos fechados, sendo R$ 9,4 bilhões do governo federal, R$ 1,6 bilhão dos governos estaduais e R$ 1,9 bilhão das concessionárias.

O sucesso é tanto que o Ministério de Minas e Energia já pensa em ampliar a meta em mais 1,1 milhão de famílias entre 2009 e 2010. (1)Na mesma edição, a Folha relata outro retumbante “fracasso” do governo Lula. “Gastos do governo com o PAC caem 70%”. O título é de quatro colunas ocupando também o topo de página. Um gráfico de pagamentos do PAC revela investimentos crescentes ao longo do ano, exceto pequena redução em junho, e as quedas que deveriam justificar o título, em setembro e outubro. De pronto está a desonestidade do título. Gastos só caíram nos últimos dois meses. E mais: caíram de forma brusca.




A explicação está lá, escondida, no meio da própria reportagem: as chuvas de setembro e a greve dos servidores do Departamento Nacional de Infra-estrutura (DNIT) que “bloqueou pagamentos e todas as demais fases da gastos durante três semanas...” (2). Um título mais preciso seria na linha de ”greve paralisa obras do PAC”. Mas esse título não serviria ao propósito aparente de retratar um governo inoperante e incompetente. Manipulação de números repetiu-se no título de página inteira ”Diminuem as vendas em supermercados”. O segundo parágrafo, aliás atropelado, diz que “a queda nas vendas em setembro, além de ser sazonal, ocorreu porque, em agosto, houve queda nos preços de alguns alimentos, o que resultou em alta no consumo daquele mês...”






O pessoal da tortura perdeu o sono


Oficiais do Exército, investigadores e delegados envolvidos com a repressão política na ditadura militar não dormem desde que o Ministério Público Federal de São Paulo decidiu entrar com ações na Justiça para responsabilizar torturadores e autoridades da época por crimes cometidos no DOI-Codi paulista.

O MPF pretende puni-los por prisões ilegais, torturas, homicídios e desaparecimentos forçados. Para a Procuradoria da República em São Paulo, agentes públicos, “notadamente da União Federal”, praticaram abusos e atos criminosos contra opositores ao regime, “em violação ao princípio da segurança pessoal”.

Na visão dos procuradores, a Lei de Anistia não encerrou esse episódio e o Brasil pode – e deve – punir os repressores, à semelhança do que aconteceu na Argentina, no Chile e no Uruguai.